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Medo da morte

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 Por Aender Borba Tememos a morte porque ela causa rupturas temporais com tudo a que nos apegamos. Tememos a morte porque queremos ser lembrados, mas nem todos deixaram um legado importante. O que é mais assustador do que lidar a consciência de nossa finitude? Deixe-me te dizer: finitude, não é a morte, mas uma muralha com a qual você e eu nos defrontaremos em um ou em muitos momentos de nossas vidas e que, certamente, teremos muitas dificuldades para transpor. Toda vez que uma situação mostrar o limite do que insistimos não reconhecer, seremos imediatamente alcançados por uma angustia que pode nos levar a sucumbir. Seremos instigados a pensar que o mundo é produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica, como cria Schopenhauer. Reconhecer os limites da própria existência é o primeiro passo para superar o medo de não-ser. Uma existência autêntica admite a morte como um fato inevitável, mas não como fim, pois quem crê naquele que ressuscitou dos mortos, ainda que morra, viv