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Você tem medo de quê?

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 Por Aender Borba Em geral, considera-se que o medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Manuais de psicodiagnóstico mostram que os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. De acordo com o filósofo alemão Martin Heidegger, o medo é um convite a impropriedade. Ele nos faz não pensar na morte, deste modo os outros ou as circunstâncias assumem a tarefa de dar o sentido ao que deveria ser propriamente nosso. Ao fazer isso, passamos a viver alienados de nossa condição, com as agendas sempre cheias de distrações para nos ocuparmos de não ter que lidar com o inevitável. Vivemos um sentido impróprio; completamente sem direção e sem finalidade. Sem dúvida, o medo tem seu aspecto sensorial como resposta instintiva a estímulos aversivos, mas não apenas isso. O medo é a renúncia de responder com propriedade e responsabilidade às grandes questões

Ser si mesmo

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 Por Aender Borba O autoconhecimento exige muito mais do que olhar para dentro de si mesmo.  Ninguém conhece a si mesmo se não cultiva dispositivos para se relacionar com "as coisas elevados, com o Deus e com as pessoas".  A mutação cega de que o único movimento em direção ao autoconhecimento é para dentro está completamente errado.  A prova é que pessoas que "se descobrem" tendem a um tipo de brutalidade narcísica;  elas se fecham na afirmação de que não precisam de mais nada e de ninguém (ficam chatas e arrogantes).  Quando são cooptadas por ideologias diversas, se tornam doas da verdade e prontas para destruir tudo que atravessa o seu caminho;  com coragem suficiente para dizer em alto e bom som que "são elas iguais".  Não há autoconhecimento sem autorreflexão e sem moderação.  Saber de si é saber onde estou, como estou e com quem estou.