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Mostrando postagens de junho, 2022

Binômios da existência

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  Quem é mais espiritual, o monge enquanto ora e medita ou o habilidoso soldador debruçado em sua bancada fazendo o reparo de uma peça? A ideia de uma espiritualidade atrelada exclusivamente às práticas religiosas não é nova. A mentalidade ocidental foi edificada sobre o conceito de que toda experiência de dualidade aplicada a um caso particular é uma contradição (antinomia). Esta dualidade aflora mediante uma série de binômios: imanente e transcendente, alma e corpo, matéria e espírito, visibilidade e invisibilidade, físico e metafísico... traduzindo o espírito dessa época, uma expressão mineira representa bem os dilemas atuais, especialmente entre os jovens: “caso ou compro uma bicicleta?” De alguma maneira, mesmo que sintamos o mundo como nossa casa, ronda-nos permanentemente a sensação de nos sentirmos deslocados, sem lugar, errantes, exilados, inquietos e buscando algo a mais. Schaeffer dizia que “a verdadeira espiritualidade não é mera questão de um negativo não-fazer de qualquer

Cristo e as psicologias

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  Tantas quantas forem as visões de mundo haverá uma proposta psicológica para lidar com as dimensões psicológicas humanas em cada uma delas; percepção, comportamento, emoção, linguagem, memória, interações sociais, relações, processos cognitivos, sentimentos, consciência, inconsciente, personalidade, pensamentos... comumente chamadas de abordagens. Acusar a psicologia de humanista ou de qualquer outra coisa (no sentido mais pejorativo da palavra) como costumam fazer alguns para antagonizar psicologia com teologia, é absolutamente desonesto. Quem procura Cristo nas teorias está fadado a fracassar. Ele é quem encontrar os humanistas, os existencialistas, os racionalistas, os ateus... e até os teólogos em suas buscas pela verdade; tanto da natureza, “pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis” (Rom 1:20); quan

Dois livros: psicologia para quem sabe ler

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  Eric L. Johnson defende que uma psicologia distintamente cristã deve ser “uma sábia ciência de seres humanos individuais que inclui a construção da teoria, pesquisa, ensino, formação e diversos tipos de práticas, incluindo o cuidado da alma”; e que “essa ciência provem de um entendimento cristão da natureza humana”, distingue-se, portanto das versões de psicologias baseadas em cosmovisões diferentes. Deus exibe sua glória e bondade disponibilizando suas duas grandes obras: a revelação especial e a revelação geral. Estes dois livros, como os chamava Agostinho, proporcionam às pessoas entenderem a Deus, a si mesmo e o mundo pelas Escrituras e interagindo com o próprio mundo. O primeiro livro está acessível a quem quiser, mas sob certas condições: só pode ser lido na presença do autor e se for convidado por ele. É que iluminação da casa tem características muito particulares. O segundo fica numa espécie de biblioteca pública, conhecida como “natureza”, cujas janelas são muito grandes e