Tempo, ordinário e eternidade

 Por Aender Borba

📖 Eclesiastes 3:13 “compreendi que comer, beber e desfrutar do seu trabalho é um presente de Deus”.

A consciência não é formada só do imediato. Se fosse assim, estaríamos presos a um presente eterno (igual os animais). Somos dotados de capacidades cognitivas como: pensamento, percepção, sistema sensorial, percepção estética, social... se considerássemos apenas esses atributos da mente, poderíamos pensar que tempo é uma experiência subjetivista, mas não seria suficiente para dar sentido à vivência do tempo: como, quanto e onde investimos nosso tempo.

O tempo, segundo Agostinho, não pode medir a eternidade. Tempo e eternidade são dimensões incomensuráveis. A eternidade está acima de todo tempo, "nela, [...] ao contrário, nada passa, tudo é presente, ao passo que o tempo nunca é todo presente. Esse tal, verá que o passado é impelido pelo futuro e que todo o futuro está precedido dum passado, e todo o passado e futuro são criados e dimanam d’Aquele que sempre é presente". (AGOSTINHO, 1981, p. 301).

Quando nos afastamos de Deus a relação com o tempo fica distorcida e inevitavelmente, temos que colocar algo no lugar. Toda vez que nos afastamos de Deus ficamos vulneráveis à idolatria. Idolatria é quando o valor último para nós tem o mesmo peso da divindade. O evangelho revela nossa vergonha fundamental: o fato de que estávamos mortos em nossos delitos e pecados e que sem a VIDA não podemos abandonar os ídolos para buscar o Deus verdadeiro.

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