Do que a tua alma tem sede?

 Por Aender Borba

A imagem aqui é muito mais forte do que normalmente estamos acostumados a visualizar. O angustiante bramir do cervo [a fêmea, no texto original] aprece de forma ardente e sanguínea. Esse animal sofre muito com a sede nas regiões orientais. Quando carente de água e incapaz de encontrá-la, ele faz um ruído lamentoso e ansiosamente busca as águas frescas; especialmente quando perseguido por caçadores [predadores] no deserto seco e escaldante, ele procura o manancial de água com intenso anseio e bravamente mergulha nele com avidez, tão logo tenha alcançado suas tão desejadas margens, uma vez extinta sua sede e escapado de seus mortais perseguidores.

Quando nossas enfermidades se manifestam em grande escala e, como as ondas do mar, ameaçam tragar-nos, nossa fé parece desfalecer, e consequentemente tendemos a sucumbir pelo temor de que nos falte coragem, e assim receamos enfrentar o conflito. Dois males específicos surgem e por mais diferentes que sejam, assaltam ao mesmo tempo nossos corações: um é o desânimo; o outro, a inquietude.

Quando ficamos totalmente abatidos, não nos desvencilhamos da sensação de inquietude, a qual nos leva à murmuração e a queixas. O remédio para ambas é: espera em Deus, que é o único que nos inspira a mente, primeiramente com confiança em meio às mais profundas angústias; e, segundo, pelo exercício da paciência, as apazígua.

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