Medo do impessoal

 Por  Aender Borba

Algumas correntes de pensamento ensinam que a melhor maneira de lidar com o medo é agir “como se” não houvesse resposta para ele. Um dos ensinamentos mais consistentes do cristianismo é que Deus é um ser pessoal, ou seja, ele é uma presença [Emanuel] e não uma projeção da mente. Sem um Deus pessoal, os homens estão apenas diante de partículas de energia, disso surge o temor real do impessoal.

O psicólogo Karl Gustav Jung disse no final de sua vida que, “Deus não passa de alguma coisa que atravessa minha vontade fora de mim ou surge do inconsciente coletivo dentro de mim. Chame qualquer coisa de Deus e renda-se a ele”. Deixe-me ilustrar para contrapor o pensamento de Jung. Pense, por exemplo, em uma criança com medo de uma situação impessoal: sozinha num quarto escuro e cheia de medo não conseguem pegar no sono. Quando a mãe vai socorrê-la daquela situação, o medo do impessoal é tomado por uma presença que o ajuda a superar o medo. Na ocasião, a mãe não é uma projeção da mente daquela criança, mas uma presença real, que se torna uma resposta objetiva ao invés de simplesmente agir “como se” não estivesse sentindo medo.

O medo do impessoal só pode ser vencido por uma presença real.

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