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Mostrando postagens de Julho, 2021

Como é grande a nossa miséria

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Por Aender Borba Na cultura contemporânea existe a ideia de que “as pessoas são boas, e que o todo desvio comportamental e moral é resultado do meio em que elas vivem”. Bastando a cada sujeito ter acesso a boa uma educação acadêmica, recursos financeiros, boas oportunidades e eles serão capazes de fazer o bem e de “dar certo na vida”. A Bíblia ensina que o desejo desorientado, quando alimentado pela cobiça, aflora a corrupção humana; tendo oportunidade de escolher o mal, essa é sempre a primeira opção. Todos estão “debaixo do pecado”; sem Cristo, todo mundo está escravizado pelo pecado, ninguém é autonomamente livre para fazer o bem. Considerar que o controle da vida pode ser alcançado à revelia da vontade de Deus é o maior engano que acompanha a humanidade desde a queda. O Evangelho diz que não podemos fazer nada sem Cristo! Sem ele não há vida! Sem a Luz que veio ao mundo, permanecemos nas trevas de nossos desejos e paixões desorientados. A grande ilusão do pecado é nos fazer acredit

Exposição das Escrituras - Salmo 15

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 Por Aender Borba Foi um imenso prazer expor as Sagradas Escrituras na Igreja do Evangelho Simples, na cidade de Tremembé-SP. O vídeo ficou disponível no canal da igreja. Espero que abençoe aos que desejarem ouvir uma mensagem sobre o SALMO 15. 

Hospitalidade Divina

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 Por Aender Borba Inspirado no Salmo 15 O trabalho da vida de Davi concentrou-se em construir uma morada para Deus entre os homens. Em II Samuel 7:5-11 temos um jogo de palavras muito interessante em que Deus promete ao rei aquilo que ele queria dar: uma morada. No salmo 15, surge a questão: quem pode morar nessa casa? Uma leitura cuidadosa do salmo permite perceber que são apresentados dez atributos do caráter daqueles que almejam viver em sua presença. Na antiguidade bíblica, os números tinham uma carga simbólica muito grande. O dez é um número que expressa uma representação da totalidade, assim como os dez mandamentos são uma espécie de fonte de onde emanam todas as outras leis divinas. Alguns poderiam ser induzidos a pensar que o salmo 15 só poderia ser cumprido POR Jesus, e há algum sentido nisso, porém, com base na proposta de Deus para Davi, de lhe oferecer aquilo que o rei queria lhe dar, convém pensar que todo cristão é convidado EM Jesus a viver o que recomenda o salmo. Afina

Oração de Daniel

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 Por Aender Borba A súplica que Daniel apresenta a Deus é resultado de uma triste constatação que fez anteriormente: a nação sofria debaixo de jugo inimigo porque abandonou o pacto da Lei; deixaram de ouvir os profetas (v.6). Meditando sobre esta oração, podemos notar que sua desolação não era causada apenas pela opressão inimiga, mas porque faltava LUZ ao povo para perceber que a razão de tanto sofrimento não era outro, senão que haviam abandonado o próprio Senhor. Confiados em sua justiça própria, alguns assimilavam a cultura dos babilônios, pensando que o fato de gozar de algum privilégio fora de sua terra era sinal de bênçãos sobre eles. O que não notaram é que perderam a sensibilidade à Palavra de Deus, única fonte de sabedoria e capaz de libertar os homens de si mesmos. É o que acontece quando oramos apenas para falar e não para ouvir a Deus pela sua Palavra. Não existe segurança para quem está fora do pacto! A humanidade caminha sem querer dar atenção à Palavra de Deus, por isso

Medo da morte

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 Por Aender Borba Tememos a morte porque ela causa rupturas temporais com tudo a que nos apegamos. Tememos a morte porque queremos ser lembrados, mas nem todos deixaram um legado importante. O que é mais assustador do que lidar a consciência de nossa finitude? Deixe-me te dizer: finitude, não é a morte, mas uma muralha com a qual você e eu nos defrontaremos em um ou em muitos momentos de nossas vidas e que, certamente, teremos muitas dificuldades para transpor. Toda vez que uma situação mostrar o limite do que insistimos não reconhecer, seremos imediatamente alcançados por uma angustia que pode nos levar a sucumbir. Seremos instigados a pensar que o mundo é produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica, como cria Schopenhauer. Reconhecer os limites da própria existência é o primeiro passo para superar o medo de não-ser. Uma existência autêntica admite a morte como um fato inevitável, mas não como fim, pois quem crê naquele que ressuscitou dos mortos, ainda que morra, viv

Medo de não ser

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 Por Aender Borba Quem é você? Quantas tempo levamos para construir uma resposta a essa pergunta que “parece” simples, mas não é! Somos impelidos por muitas vozes a pensar a existência a partir do que fazemos, de quanto dinheiro conseguimos acumular ao longo da vida ou com algo a que gostaríamos de parecer. Quanto mais distantes de SER, mais precisamos TER para PARECER que somos. Não-ser se torna uma possibilidade iminente e poderosa de não realizar o sentido da existência. Lembra da pergunta de Hamlet? “Ser ou não ser...?” A questão é de ordem existencial e exige uma resposta que vai implicar em encarar a vida e a morte sem medo. Apesar de ser possibilidade, não-ser é assustadoramente angustiante e desesperador, mas uma proposta sedutora, pois apresenta o mundo com o romantismo ingênuo de que “tudo vai dar certo se eu mentalizar”. O homem moderno perdeu a consciência de onde veio, por isso não tem qualquer referência ao Ser, isso o faz se trancar numa sequência do puro acaso. Criado a

Medo do impessoal

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 Por  Aender Borba Algumas correntes de pensamento ensinam que a melhor maneira de lidar com o medo é agir “como se” não houvesse resposta para ele. Um dos ensinamentos mais consistentes do cristianismo é que Deus é um ser pessoal, ou seja, ele é uma presença [Emanuel] e não uma projeção da mente. Sem um Deus pessoal, os homens estão apenas diante de partículas de energia, disso surge o temor real do impessoal. O psicólogo Karl Gustav Jung disse no final de sua vida que, “Deus não passa de alguma coisa que atravessa minha vontade fora de mim ou surge do inconsciente coletivo dentro de mim. Chame qualquer coisa de Deus e renda-se a ele”. Deixe-me ilustrar para contrapor o pensamento de Jung. Pense, por exemplo, em uma criança com medo de uma situação impessoal: sozinha num quarto escuro e cheia de medo não conseguem pegar no sono. Quando a mãe vai socorrê-la daquela situação, o medo do impessoal é tomado por uma presença que o ajuda a superar o medo. Na ocasião, a mãe não é uma projeção

Você tem medo de quê?

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 Por Aender Borba Em geral, considera-se que o medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Manuais de psicodiagnóstico mostram que os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. De acordo com o filósofo alemão Martin Heidegger, o medo é um convite a impropriedade. Ele nos faz não pensar na morte, deste modo os outros ou as circunstâncias assumem a tarefa de dar o sentido ao que deveria ser propriamente nosso. Ao fazer isso, passamos a viver alienados de nossa condição, com as agendas sempre cheias de distrações para nos ocuparmos de não ter que lidar com o inevitável. Vivemos um sentido impróprio; completamente sem direção e sem finalidade. Sem dúvida, o medo tem seu aspecto sensorial como resposta instintiva a estímulos aversivos, mas não apenas isso. O medo é a renúncia de responder com propriedade e responsabilidade às grandes questões