Amor como resposta ao medo

 Por Aender Borba


Francis Schaeffer fala que o medo pode chegar com muitos disfarces, mas geralmente vem de três maneiras: o medo do impessoal, o medo de não-ser e o medo da morte, que estes sintetizam bem todos os outros. 

O medo pode ser pequeno; um horror que leva ao desespero, ou algo entre esses dois extremos... quando cedemos à tentação de lidar com o medo a partir da INDIFERENÇA, "como se" ele não existisse (fazendo coisas para esquecer...), na verdade, estamos tratando-o como se nada, NEM DEUS, fosse capaz de dar sentido a ele. Para um cristão, Deus (a fé) não é um mero dispositivo psicológico ou uma energia cósmica - impessoal - ele é INFINITO e PESSOAL, ele é a PRESENÇA FIEL em todo tempo, sobretudo na angustia. Como uma mãe que acorda no meio da noite para atender o filho que está com medo do escuro (impessoal). 

Algumas vezes, o medo do impessoal pode levar à completa fragmentação do SER, quando a pessoa se tranca nas jaulas do puro acaso e joga a chave fora. Essa pessoa não faz ideia de onde veio, pra onde vai e quem é. Desorientado, as razões para temer são muitas, a menos que consiga validar a sua existência em DEUS. 

O outro nível de medo é como estar diante de um abismo que separa a vida do infinito, mas para os que creem, a morte não é o contrário da vida, mas a separação do temporal, pois "já passamos da morte para a vida" e "já estamos assentados com ele nas regiões celestiais". Seria um engando pensar que cristãos não temem a morte, ou que não devem prantear a morte dos que amam, ou  que chorar é fraqueza... o choro que dura uma noite cessa quando a presença gloriosa do AMOR se manifesta numa PRESENÇA GENTIL que diz: "eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim, ainda que morra viverá!" 

A resposta para o medo não é a indiferença, mas o amor!


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