O que nos guia é a pergunta

 Por Aender Borba


Todo mundo passa por uma fase de indecisão quanto a uma escolha profissional, no caso dos psicólogos, habilidades como: “ser bom ouvinte”, “empático” e “interesse em ajudar as pessoas” ..., na maioria das vezes foram determinantes para a decisão final quanto ao caminho a seguir.

A dúvida ao escolher uma profissão é cruel, porque parece algo irreversível e tem que ser definitiva. Poucas pessoas se dão conta de que o que nos movemos não são como características individuais, mas uma “pergunta”. Pergunta que precisa ser sustentada enquanto critério que fundamenta a busca pela realização do sentido para onde ela aponta. Infelizmente, em muitos casos, vai escoando no decorrer do percurso, chegando a ser esquecida e até abandonada. Deixe-me ilustrar ...

O aluno entra na faculdade achando que rompeu a pior de todas as barreiras. Mal sabe que encarar 5 anos de graduação, baixas de horas de atividades complementares e dezenas de estágios não é nem o princípio das dores.
O caminho é pavimentado de pedras pontiagudas. Como aparecem aparecem na forma daqueles professores desinteressados ​​em formar (tive poucos assim), mas habilidosos em massacrar os alunos, desqualificando todas as perguntas que não apagadas no escopo de suas ideologias.
Perguntar no ambiente acadêmico se torna uma luta contra o medo de ser ridicularizado quando se apresenta dúvidas honestas ou por ter crenças diferentes das “oficialmente aceitas”. O universo das UNIVERSIDADES costuma ser bem particular. Nada pode ser tão cruel quanto um distanciamento compulsório da pergunta que deveria mover, mas que se tornou o motivo de escarnio. Somos forçados a pensar que a “empatia”, “escuta ativa” e “interesse pela pessoa humana” [...] não foram bons critérios para a escolha da profissão ...

Sabe onde está o problema? Em nós! 

Quando abandonamos uma pergunta!
Quando abandonamos o que escolheu nos mover!
Lembre-se: o que nos movemos é a pergunta: a mesma coisa que propomos às pessoas que nos procuram como profissionais; que aponta o sentido e traz conforto (às vezes tensões, heheh); que mantem viva a posição de abertura das possibilidades que a vida nos apresenta.

    


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