Onde está a falha do humano?

 Por Aender Borba

                                                                                                                                                                    Volta e meia nos surpreendemos (quase sempre negativamente) com a capacidade humana de afirmar as diferenças acima do que é essencial. Há muitas tentativas de explicações para esse inegável fenômeno, que na contemporaneidade acentuou-se e assumiu formas variadas e fragmentadas. O que outrora era uma estratégia adolescente de busca por pertencimento, em nossos dias atingiu em cheio as variadas formas de organização social, gente fazendo de tudo para ter o reconhecimento de seus pares, desprezando e desumanizando o diferente (na política, na sexualidade, na aparência física, no poder econômico, na torcida pelo time de futebol...). 
Seria este fenômeno um efeito colateral tardio de Auschiwitz, onde desfigurar (desumanizar) corpos judeus tornava mais fácil matá-los por não terem aparência humana? 

Maçãs diferentes não deixam de ser maçãs, porque sua natureza conserva todas as propriedades de uma maçã. Seres humanos perdem a essência de sua humanidade quando deixam de perceber o outro como si mesmo; quando sua imagem não reflete a mesma fragilidade (ser pó) do seu semelhante.

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