Nascerá o Sol da Justiça

Por Aender Borba

A influência dispensacionalista no mundo ocidental consolidou uma percepção muito negativa dos textos escatológicos, sobretudo, trouxe um impacto sobre aqueles que têm pouca ou nenhuma compreensão sobre a esperança cristã na ressurreição dos mortos e na vida eterna, como afirmam os credos de nossos pais. Desde modo, assuntos escatológicos servem ao pífio propósito de impor medo aos leigos. Aliado a esta pobreza de esperança, a teologia, no ocidente, foi se divorciando paulatinamente dos elementos litúrgicos; dentre eles o tempo. Não se sabe mais orar como o (Salmo 90:12): "ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios". Sem esperança e com essa sequela cronológica, o medo é a única resposta para quem está inseguro quanto ao futuro. 
Malaquias chama atenção para o fato que, naquele dia, quando o Sol da Justiça brilhar sobre justos e injustos, estes "serão queimados como restolho, não restando nem raiz, nem ramo" (v.1), quanto àqueles, o mesmo Sol será como uma brisa suave numa manhã fresca de domingo, "trazendo salvação em suas asas" (v.2). Naquele dia, a esperança cristã estará completa e "o veremos face a face(I Co 13:12), como ele é. 
Aproximamo-nos do tempo do advento; precisamos aprender a contar os nossos dias, mantendo viva a esperança de que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo vive e reina para sempre e renasce a cada ciclo natalino, anunciando a sua vinda. Enquanto isso, aguardamos, sem medo, o dia em que "o Senhor fará notória a sua salvação e manifestará sua justiça perante os olhos das nações. Celebraremos com júbilo ao Senhor! Os rios baterão palmas e os montes cantarão na sua presença; porque ele vem julgar a terra e julgará o mundo com justiça e os povos com equidade. (Sl 98).
Que Cristo renove a tua esperança e te ilumine!

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