O décimo Natal da nossa filha

Por Aender Borba

Todos os anos, o Natal se transforma em tema de infinitas discussões sobre o seu “verdadeiro” sentido. Sempre ouço com muitas restrições aqueles sujeitos que se propõem a pronunciar a revelação do “verdadeiro sentido do natal”, pois, ao fazerem isso advogam para si a responsabilidade de pronunciar qual mentira foi dita. Entra ano, sai ano, os ‘paladinos da sabedoria infinita’ persistem nos mesmos e enfadonhos assuntos. A falta de criatividade e os perspicazes algorítimos de lembrança (eu chamo de algorítimo do papagaio de pirata) do google, facebook e outros contribuem para que as mesmas polêmicas sejam retomadas, só confirmando que pouca gente tem algo realmente interessante a dizer.
As teorias sobre presépios, os prefeitos pagãos ou sobre o Noel, o espírito de consumo e outras variáveis de negativação natalina, são as redes e confira.


Narrativa Bizantina do Natal

Este é o décimo Natal que celebramos com a nossa filha. Em uma breve e muito interessante conversa com o querido amigo Gabriel Lazarotti me dei conta de que, eu e minha esposa, nunca precisamos negativar nenhum conceito natalino para ensinar para nossa filha o único fato que deve ser comemorado no Natal: a encarnação do Verbo.
Este é o primeiro ano em que colocamos presentes debaixo da árvore. Fazemos isso porque amamos as luzes piscando a noite e sentimos muita gratidão ao colocar lembrancinhas embrulhadas em lindos papeis coloridos. A casa fica bonita, nossas almas se alegram e se alimentam com a certeza de que fomos presenteados com a maior de todas as dádivas: JESUS.
Aqui em nossa casa, usamos a imaginação, com aqueles retoques lindos da fantasia infantil, que nos educa a esperar pelos presentes que receberemos ao abrir o pacote debaixo da árvore, mas sobretudo, pela alegria de presentear alguém que amamos. Gostamos de ser surpreendidos! Isso nos ajuda a atenuar a perspectiva imediatista de controle de tudo que o mundo hiper-acelerado nos impõem. Um santo remédio para a ansiedade!
Praticamos a criatividade, que vai desde os enfeites ao preparo de tudo, para acolhermos uns aos outros da melhor maneira possível. Oramos, cantamos, recitamos salmos e contamos casos…
Aplicamo-nos à gratidão por servimos um ao outro em amor. Amor que veio a nós, quando Verbo se fez carne e o mundo ficou cheio da glória do unigênito filho de Deus.
No Natal, nossa filha NATALÍ celebra a vida de Jesus e está protegida contra as mentiras, não porque negativamos algum conceito, mas, porque afirmarmos o que importa sem negligenciar nenhum aspecto da sua constituição humana! Não existe nada novo a ser dito sobre o Natal, por isso, vamos recontar e celebrar essa mesma história até que ele venha! A alegria e a fé dela demonstram isso! Hoje a noite, vamos cear, orar e continua afirmando o fato histórico que uniu presente, passado e futuro na narrativa fantástica e maravilhosa que completa nossos corações com as mais imensuráveis bênçãos.
Celebramos a festa porque Deus “nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos." Efésios 1:9,10

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