Retratação Pública - 4 anos depois


Por Aender Borba

Passados alguns anos, muitas pessoas ainda me perguntam quais os motivos da minha saída da Congregação Judaico Messiânica Har Tzion em Belo Horizonte, ligada ao Ministério Ensinando de Sião, do qual fiz parte por 8 anos como parte da liderança local.

Infelizmente, há aqueles que pensam que a saída foi motivada apenas por "rebeldia", como publicado recentemente no site dessa instituição; ou por algum tipo de ressentimento.

À época, eu e mais alguns irmãos que tomamos a decisão de deixar aquele lugar, escrevemos uma carta pública de arrependimento por termos abandonado a fé cristã e nos enveredado neste movimento que tem causado feridas irreparáveis naqueles que vão até ali, como eu um dia, motivado por um tipo de cinismo contra a igreja evangélica; por falta de preparo teológico; por falta de clareza sobre o evangelho de Jesus e por excesso de soberba por pertencer "ao povo escolhido" - digo, o povo judeu e toda sua tradição.  
Também, à época, eu disse e reitero, que essa retratação tem o objetivo de demonstrar que o sentimento que me tomou foi de VERGONHA e ARREPENDIMENTO por ter negado a Cristo e abandonado o presente de maior valor que um dia recebi graciosamente: a Salvação.

Meu desejo é que este texto ajude a lançar luz sobre as densas trevas em que outras pessoas envolvidas com esses tipos de movimento possam estar.

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Paz e misericórdia sejam conosco!!!


Texto na íntegra:

Belo Horizonte, 25 de Setembro de 2010.

RETRATAÇÃO PÚBLICA

A todo Corpo de Cristo, a Igreja.

Nós, um grupo de discípulos de Jesus Cristo (cujos nomes estão assinados no fim deste documento), nos sentimos na obrigação de nos retratarmos publicamente com a Igreja de Cristo a respeito de alguns ensinos e doutrinas contrárias à ortodoxia cristã que, direta ou indiretamente, endossávamos em nossos discursos, ensinamento e vida como um todo. Devemos esta satisfação pública pois a maioria de nós éramos professores, funcionários, discipuladores e líderes em uma comunidade que se afirma empossada da missão de ensinar as Escrituras e restaurar a Igreja. Não concordamos com o discurso moderno de alguns círculos teológicos que afirmam que a doutrina correta (ortodoxia teológica) é algo secundário a ser colocado de lado, em troca da prática espiritual. Não concordamos com esta posição. Em diversos textos nas cartas de Paulo, vê-se seu zelo pelo bom ensinamento, pela sã doutrina dos apóstolos. A boa doutrina sempre anda lado-a-lado com a boa ação cristã e vice-versa. Uma falha doutrinária pode transformar a ação em ativismo ou em ações dissimuladas e egoístas, trazendo péssimas consequências. E a doutrina desacompanhada de uma ética e práxis pode tornar-se árida e sem sentido.

Pensávamos que pouco ou nenhum valor havia na tradição cristã֑ , ignorando-a quase completamente. A partir de longa discussão interna, por meio de estudos, leituras, diálogo e cooperação com irmãos com bom nível de entendimento da tradição e história da Igreja, e, principalmente, muito temor diante de Deus em oração, redescobrimos que as principais doutrinas fundamentais da fé cristã eram legítimas e incontestáveis, sendo impossível desconsiderá-las, como resultado da orientação do Espírito Santo, que guiou (e ainda guia) sua Igreja ao longo de dois milênios, ainda que, eventualmente, o Cristianismo tenha cometido erros em sua trajetória. Vivíamos em um ambiente de frequente crítica e desprezo ao Cristianismo e a grande parte a que ele se refere, criando um clima de hostilidade e aversão a muito daquilo que procede da Igreja de Cristo, ignorando suas principais vertentes, e desconsiderando as distinções e matizes internas, como se o Catolicismo, Reforma e o Neopentecostalismo, por exemplo, fossem uma coisa só e compartilhassem dos mesmos credos e práticas.

Cremos que Deus nunca abandonou a sua Igreja e que, conforme prometido pelo próprio Filho de Deus, o Seu Espírito a guiaria a toda verdade (João 16:13). Isso independe das distinções citadas acima. Um exemplo claro disso é extraído do Apocalipse, onde se diz que, mesmo uma Igreja como a que estava em Laodiceia - com sua mornidão e muitos atos que desagradavam ao Senhor - não fora esquecida por Ele e, por isso, foi exortada a se arrepender. Em outras palavras, a Igreja de Laodiceia, mesmo com pecados graves, ainda era uma Igreja amada pelo Senhor. Sendo assim, apesar da inevitável menção indireta à comunidade que participávamos, nós assumimos total responsabilidade quanto a estes erros e nos retratamos publicamente quanto aos erros doutrinários que endossávamos, tolerávamos e até ensinávamos, tais como os listados abaixo:

QUANTO À NEGAÇÃO DA LEGITIMIDADE DO CRISTIANISMO

A Igreja é o Corpo invisível e místico de Cristo, a grande comunidade de salvos e regenerados em Jesus, na comunhão do Espírito Santo, e transcende movimentos e denominações. O Cristianismo, por outro lado, é o lugar onde a Igreja acumula suas impressões (tradição) sobre a revelação (a Bíblia) e de onde comunica o Evangelho. O Cristianismo é uma visão de mundo, em que todos os povos, línguas e nações podem comunicar o Evangelho e expressar sua fé a partir de seu contexto cultural. Neste sentido, o Cristianismo tende a se tornar à imagem da Igreja que é santa, imaculada e pura. A tendência é que, quanto mais a Igreja se tornar aquela que foi vocacionada para ser, melhor se tornará o Cristianismo em sua capacidade de comunicar o Cristo que opera na Igreja. Retratamo-nos assim, porque ao desejarmos uma Igreja legítima, acabamos por nos opor ao Cristianismo, ignorando o fato de que sem ele, a Igreja teria sido engolida ante os desafios teológicos, filosóficos, sociais e culturais do mundo não-judaico.

Ao afirmarmos a legitimidade do Cristianismo, não o fazemos de forma acrítica ou sem ponderações, mas conscientes de que o Cristianismo cometeu alguns erros durante a História, o que nos torna igualmente responsáveis e nos coloca em posição de arrependimento e correção por estes erros também. Sabemos também que muito destes erros vieram de um mal uso de doutrinas cristãs para legitimação de poderes jurídicos e governamentais, ou uma sobreposição de investiduras eclesiásticas e seculares (o que se denomina "Cristandade"), como ocorreu em momentos da história do Império Romano ou do período medieval. Daí, vieram também sanções ditas "cristãs" contra outras correntes do Cristianismo ou perseguições e litígios entre seus ramos internos ou quem não professava determinada doutrina ou dogma.

Não concordamos, por exemplo, com o antissemitismo e o antijudaísmo de alguns segmentos e líderes do Cristianismo. Porém, o fato de existir erros, não deslegitima a Igreja, porque insuperavelmente superiores são suas virtudes, ainda que aqueles que aconstituem sejam passivos de equívocos (seres humanos). Mas tudo isso deve ser analisado de forma crítica e em seu contexto histórico apropriado. Assim, absorveremos o que houve de frutífero em cada época e, o que foi de estranho ao Cristianismo verdadeiro, será rejeitado. Este é um processo de purificação contínuo do próprio Espírito, que conduz a Igreja às retratações e reformas.

O teólogo N.T. Wright diz: "Quando o assunto diz respeito à Igreja Cristã, as pessoas sempre se referem às Cruzadas e à Inquisição espanhola, como se essas duas monstruosidades pudessem resumir tudo o que a igreja cristã tem feito. Isso, obviamente, é ridículo..." (WRIGHT, N.T. Surpreendido pela Esperança. Viçosa: Ed. Ultimato, 2009, p.258).

Assim, nos arrependemos por nossa postura insensata, de achar que esses atos - perpetrados por uma Igreja corrompida pelo poder político - desqualificam o que verdadeiros cristãos sempre fizeram durante a história.

QUANTO À SANTA TRINDADE

Cremos que a doutrina da Trindade é a explicação, procedente das Escrituras Sagradas, a respeito da natureza do único Deus e como Ele se revela e age na Sua Criação. É a doutrina que explica com clareza os registros do Antigo Testamento e, principalmente, do Novo Testamento, a respeito de como o único Deus (Dt 6:4) opera na história, para salvar a humanidade e acolhê-la novamente n'Ele mesmo. Devido à falta de clareza de nossos discipuladores nas Igrejas Evangélicas, chegamos a questionar a doutrina da Trindade, alegando que ela era uma doutrina "triteísta" ou pagã, pois comprometia o monoteísmo bíblico e judaico da Igreja Primitiva. Alguns dentre nós inclusive ensinaram e escreveram textos contra a Trindade. Porém, agora, compreendemos sua forma legítima e como deve ser ensinada: que ela é uma das poucas doutrinas que todo o Corpo de Cristo (em suas várias denominações históricas) tem em consenso, compartilhando-a entre si como ortodoxa. A Trindade afirma o monoteísmo quando explicita sobre a natureza una de Deus e afirma igualmente a complexidade relacional deste Deus, que se mostra trino para com os homens. Sendo assim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam uma unidade indivisível quanto à natureza, mas distinta quanto aos papeis na sua relação interna e na Sua revelação à Criação.

Assim, nos retratamos em questionar tão séria doutrina. Hoje, mostra-se claro para nós o motivo que levou a Igreja a defender tal ensino com tanto zelo e, negá-la, constitui-se heresia. A doutrina da trindade não é secundária, mas sim central à vida do discípulo de Cristo, pois é a narrativa da criação do mundo e de nossa própria salvação.

QUANTO À RELAÇÃO DE NÃO-JUDEUS (GENTIOS) COM A LEI E DA IGREJA QUANTO A SUAS RAÍZES JUDAICAS

A Igreja contém em si a plenitude da Aliança em Cristo, que constitui a mensagem do Evangelho. Dentro da Igreja, há também matizes e especificidades históricas, culturais e sociais, pois é formada por uma comunidade. No entanto, todas as expressões humanas assumidas dentro de si encontram-se submetidas ao Senhorio de Cristo que, a todas unificou e na obra da Cruz (Ef 2;14). Por isso, gentios (não-judeus) não precisam adotar práticas que são especificamente judaicas, como se precisassem restaurá-las para receber algum tipo de benefício com isto. Os gentios não são judeus segundo a carne, mas procedentes das outras nações da Terra, e são recebidos com toda dignidade como filhos de Deus conforme a teologia da adoção descrita nos textos de Paulo (Rm 8:14-16; Gl 4: 6 e 7). O reconhecimento das raízes judaicas do Evangelho traz iluminação para a leitura das Escrituras e aos fundamentos da mensagem evangélica do Reino. Não obstante, a fé cristã não é idêntica ao Judaísmo, muito menos àquele de desenvolvimento posterior (conhecido como Judaísmo Rabínico ou Ortodoxo), concebido e delineado historicamente, em grande parte, como contra-resposta à fé cristã.

Romanos 11 (que nos apresenta a imagem do enxerto) é uma demonstração do pensamento apostólico para ilustrar como os cristãos não-judeus alcançam a salvação pela participação nas alianças do Israel remanescente (judeus  crentes em Jesus); participação esta que se efetiva em Cristo. Esta seção da epístola paulina não se constitui uma autorização para gentios viverem como judeus, ou se sentirem "livres" para observar leis ou práticas prescritas somente aos judeus. Portanto, cremos que a Torá (Lei) nunca foi revogada por Cristo ou que seja contrária à graça. Entendemos que há nela aspectos universais (para todos os homens) e específicos (para os judeus; e mesmo aqui cabem diferenciações internas, com instruções exclusivas para sacerdotes ou para mulheres); ou seja, a Torá é uma, mas sua aplicação não é a mesma para todos.

Assim, nos retratamos por algum momento, quando direta ou indiretamente, fomos coniventes com o incentivo velado para que gentios, se quisessem, adotassem práticas exclusivas do povo judeu.

QUANTO À AFIRMAÇÃO DE QUE A IGREJA SERÁ RESTAURADA, QUANDO REAVER SUAS RAÍZES JUDAICAS.

Cremos que a Igreja será restaurada, não quando reaver suas raízes judaicas, mas
quando apregoar e viver o Evangelho de forma verdadeira e simples, afirmando o senhorio de Cristo sobre todos os aspectos da vida, sendo Ele - Jesus Cristo - o único meio pelo qual os homens se chegam a Deus. A crise atual da Igreja Evangélica - especialmente a do nosso país - deve-se a falta de clareza quanto ao que é o Evangelho e quanto ao papel de Jesus como único meio pelo qual os homens podem viver a realidade do Reino de Deus em todas suas implicações. O Evangelho nos disponibiliza os meios de graça para tomarmos consciência que precisamos cada vez mais dos atos interventores de Deus, como o batismo, a ceia, a palavra de Deus, a oração, a santificação e vivência em comunidade com os crentes.

As festas bíblicas, por exemplo, são projeções da realidade que temos em Cristo. Mesmo sendo celebrações perpétuas para o povo judeu, o que reconhecemos, não faz sentido sua celebração entre não-judeus, excetuando-se aquelas já herdadas liturgicamente pela Igreja, como Páscoa e Pentecostes. Não podemos dar mais valor às festas do que aos meios de graça, como a celebração da Ceia do Senhor que expressa e celebra a morte, ressurreição e retorno de Cristo, bem como a unidade da Igreja. O que não significa, por outro lado, que um cristão não possa ter uma experiência sazonal e esporádica com algumas celebrações judaicas, como parte de uma experiência de diálogo interreligioso ou de conhecimento de sua própria tradição.

Ainda assim, devemos deixar claro que não é teológica e historicamente apropriada a celebração de festas biblico-judaicas por cristãos, ou quaisquer práticas judaicas, tal como foram estruturadas liturgicamente para ambientes judaicos. Com esta postura, visa-se o respeito a ambas tradições, a judaica e a cristã. A apropriação de elementos culturais judaicos por cristãos é tão agressiva aos judeus, quanto a tentativa de sua cristianização ou secularização.

Assim, nos retratamos por darmos mais ênfase a essa posição acima refutada do que à centralidade de Jesus Cristo, para quem todas as coisas convergem. Jesus é a resposta definitiva para que a Igreja, no Espírito Santo, apresente e viva o Reino como os apóstolos no I século faziam.

QUANTO À DOUTRINA DE QUE SALVAÇÃO DEPENDE PARCIALMENTE DA GRAÇA E PARCIALMENTE DA OBEDIÊNCIA HUMANA

A salvação é um ato de absoluta e total graça, derivada unicamente de Deus, a quem pertence a salvação (Jn 2:9; Ef 2:8-9). Nossa obediência e obras, são igualmente obras de graça, operadas em corações regenerados cheios de gratidão. Não há espaço para boas obras autônomas sem a graça divina, pois é Ele (Deus) que opera nos santos tanto o "querer" quanto o "efetuar" (Fp 2:13). A graça não é um antídoto, um remédio que se recorre quando nosso "livre-arbítrio" fracassa ou quando nós nãoconseguimos pagar a nossa "dívida" de culpa diante de Deus. A graça significa que o Deus que começou a boa obra é poderoso para completá-la (Fp 1:6). Ao admitirmos isso, o fazemos baseados em diversos textos bíblicos, mas principalmente, na consciência de que Jesus é o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12), de nossa trajetória como testemunhas do Evangelho (Hb 11). Dependemos da graça de Deus, desde que nasçamos de novo, passando por nosso santificação e glorificação final com Cristo, não tendo as obras ou a obediência humana, qualquer efeito sobre a salvação do homem. A obediência é fruto inevitável de todo aquele que é salvo por graça, sendo ela produzida por esta mesma graça que nos regenerou.

Enfim, nos retratamos pela falta de clareza quanto a suficiência da graça de Deus, que em nada depende de nossa autonomia, ou um suposto livre-arbítrio sob efeito da queda do homem no Éden.

A INSUSTENTABILIDADE DE UM AMBIENTE CULTURALMENTE JUDAICO, PARA UMA COMUNIDADE COMPOSTA POR UMA MAIORIA ABSOLUTA DE NÃO-JUDEUS

Não concordamos com a criação de um ambiente sinagogal para acolher "gentios". O resultado é uma tensão identitária. Houve uma crise de identidade que muitos de nós experimentamos. Fomos levados por uma necessidade sedutora em adotar um estilo de vida judaico, para nos sentirmos cultural e comunitariamente inseridos, que de modo nenhum era legítimo. Especialmente num momento em que a igreja evangélica brasileira passa por diversas crises e escândalos, achávamos que encontraríamos ali a resposta para este dilema. Não sendo judeus conforme a lei judaica determina, vivíamos nos vangloriando em relação aos irmãos cristãos que viviam fora de nossa realidade comunitária. Descobrimos, enfim, que na Igreja de Deus há espaço para que gentios crentes expressem, dentro de sua cultura, sua admiração por Jesus Cristo enriquecendo o culto a Deus a partir de sua língua, identidade e costumes; obviamente, aqueles compatíveis com os valores das Escrituras e do Evangelho.

Reconhecemos e apoiamos a iniciativa de judeus crentes em Jesus (judeus messiânicos) de viverem segundo o seu chamado irrevogável, em um ambiente apropriadamente judaico, mas localizado no Corpo de Cristo, compartilhando com a Igreja a sua fé ortodoxa. Reafirmamos ainda que em Cristo as distinções identitárias se tornam irrelevantes perante Deus, pois, quando nos revestimos dEle, nos colocamos como filhos perante o Pai, assim podemos clamá-lo de Aba, isto é o suficiente, e nos realizamos nisto. Sem com isto perder de vista que há uma diversidade de vocações, que embarca todos os homens em sua diversidade cultural, o judeu vivendo como tal e o gentio como tal, porém, ambos igualmente acolhidos perante o Pai, em Cristo pelo Espírito Santo.

Nos retratamos enfim, por termos contribuído e propalado direta ou indiretamente, que uma ambiência excessivamente ou levemente judaica, seria um espaço “superior” em relação a nossa prática comunitária e litúrgica. Fazendo assim, desprezávamos outras expressões simbólicas de culto a Deus por meio de Cristo.

UMA OBSERVAÇÃO QUANTO AO JUDAÍSMO-MESSIÂNICO

Apesar de tudo o que fora mencionado acima, nossa retratação não se refere a legitimidade do judaísmo-messiânico como movimento apropriado para o acolhimento de judeus que reconhecem Jesus como Messias, salvador e Senhor pleno de sua divindade. O judaísmo-messiânico em suas principais representações internacionais como o UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations) é ortodoxa em seus estatutos de fé, não ferindo os pilares da fé em Cristo. Bem como, deixa claro sua discordância com movimentos que pretendem aplicar uniformemente a Torá (lei) a todos, indistintamente, (como explicitado neste endereço: http://umjc.org/resources-mainmenu-101/documents-mainmenu-110/doc_download/18-one-law-movements-abridged), judaizando direta ou indiretamente não-judeus.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em unânime e comum acordo, como demonstração pública de nosso arrependimento, e por considerarmos o ato de congregar algo importante para nossa fé em Cristo, após desligamento da nossa antiga comunidade, optamos por nos vincular à Igreja Esperança, uma comunidade de tradição cristã reformada em Belo Horizonte, que nos acolheu em amor, na pessoa de seu pastor Guilherme de Carvalho e do conselho daquela Igreja.

PARTICIPAM E ASSINAM ESTA RETRATAÇÃO:

Aender Amaral de Borba
César Augusto Santos Amaral
Emerson Santos Amaral
Erike Couto Lourenço
Igor da Silva Miguel