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Que teu reino venha!

Por Aender Borba
Texto Base: Lucas 1:57-66
Durante os quatro domingos que antecedem o Natal, tradicionalmente lê-se textos dos profetas que apontam para o advento messiânico. Sem nenhuma dúvida, esta época deve criar em nós uma firme convicção de que o REI MESSIAS vem a nós. É interessante pensar porque João é o último dos profetas citados pela tradição cristã. Ele é um sinal que antecederia a primeira vinda, “voz do que clama no deserto e prepara o caminho do Senhor”. (Is 40:3, Jo 1:23).
Os 400 anos entre o último profeta de Israel e João, chamado por alguns de período de silêncio, não foi bem assim. O livro apócrifo de Macabeus retrata bem o clima de tensão entre os judeus, que insistiam na manutenção das práticas litúrgicas que serviam como prenúncio do desejo que Deus estivesse entre os homens. Foi neste tempo que o judaísmo rabínico se organizou em diversas seitas, todas buscando preservar, em algum sentido, a fé nas promessas dadas pelos profetas. João surge como um sinal do Christi…

Nascerá o Sol da Justiça

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Por Aender Borba
A influência dispensacionalista no mundo ocidental consolidou uma percepção muito negativa dos textos escatológicos, sobretudo, trouxe um impacto sobre aqueles que têm pouca ou nenhuma compreensão sobre a esperança cristã na ressurreição dos mortos e na vida eterna, como afirmam os credos de nossos pais. Desde modo, assuntos escatológicos servem ao pífio propósito de impor medo aos leigos. Aliado a esta pobreza de esperança, a teologia, no ocidente, foi se divorciando paulatinamente dos elementos litúrgicos; dentre eles o tempo. Não se sabe mais orar como o (Salmo 90:12): "ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios". Sem esperança e com essa sequela cronológica, o medo é a única resposta para quem está inseguro quanto ao futuro.  Malaquias chama atenção para o fato que, naquele dia, quando o Sol da Justiça brilhar sobre justos e injustos, estes "serão queimados como restolho, não restando nem raiz, nem ramo" (v.1), quanto …

Seriedade e sentido

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Por Aender Borba Chegando ao fim de uma semana que me marcou profundamente, lembrei-me de um livro que li há alguns anos, de um judeu que narra suas experiências nos Campos de Extermínio Nazistas. Voltei ao texto para tentar pensar na urgência de se falar sobre sofrimento humano e o limite de existir.

Uma sucessão de eventos e conversas me conduziram por diversas reflexões, as quais menciono em sequência: Na segunda-feira, dia 07/10/19, por volta das 6 horas da manhã, dois gritos de “socorro” penetraram nossa janela de forma avassaladora. Não conseguindo detectar exatamente o que acontecera naquele instante, minutos depois, soubemos que um garoto de 13 anos havia se atirado do 13º andar de um dos prédios do condomínio em frente ao nosso. O fato tornou-se público e trouxe consigo um sentimento de impotência e desamparo em toda cidade, o que facilmente se percebia nos comentários em grupos de whatsapp e outras mídias. O ponto comum: cada um queria dar sua explicação. Na terça e na quart…

Mulher virtuosa no século XXI - versão portuguesa

Por Aender Borba
Ano passado reeditei um texto que foi publicado na revista portuguesa "Lar Cristão" , número 186. Segue o texto ampliado e revisado, em português de Portugal.

O psiquiatra suíço, Paul Tournier, diz no seu livro A missão da Mulher, que “a mulher possui o sentido da pessoa, enquanto o homem, o sentido das coisas”. -Mas o que signifca isto? Normalmente, o homem concentra-se nos problemas de forma abstrata e impessoal. Ele sente-se à vontade no mundo das coisas e frequentemente esquece-se das pessoas. Não é difícil perceber que a sociedade ocidental foi edifcada sobre valores reconhecidamente masculinos: objetividade, razão, poder, efciência e rivalidade. O discurso pós-moderno constituiu-se sobre um mundo de coisas, uma máquina perfeita, quetransformou as relações em coisas. Experimente ouvir um homem e uma mulher a falarem sobre um acidente de automóvel que viram na televisão. O homem ocupar-se-á em descrever os detalhes do local do acidente, a velocidade a que …

Eleições Sistema Conselhos de Psicologia

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Por Aender Borba
Desde que ingressei no curso de psicologia, minha maior motivação foi contribuir com o desenvolvimento e formação integral do ser humano. De lá até aqui, procurei me envolver com psicologia social em comunidades pobres, psicologia clínica, comunidades terapêuticas, capelania, aconselhamentos, ações humanitárias (Brasil e África), proferi palestras, dirigi grupos, dei aulas... tudo com o máximo de dedicação e empenho que me foi possível. 
Idealismo? 
Talvez.
Eu considero isso um senso profundo de propósito e um desejo de servir ao mundo com a minha profissão.




Há alguns anos, conheci e me envolvi com um grupo de pessoas interessadas em mudar os rumos do que se tornou a psicologia neste país: uma profissão achatada por certas práticas político-partidárias e reduzida aos discursos (idólatras) do laicismo (francês) e da revolução sexual. Acredito piamente que a psicologia tem muito mais a contribuir!
Este grupo concorrerá ao pleito 2020/2023 do Conselho Federal de Psicologia…

Descortinando os símbolos da páscoa....

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Por Aender Borba
A Páscoa é uma celebração muito especial para a tradição judaico-cristã.
Pensando nos símbolos daquela noite em que Jesus "desejava" celebrar com seus discípulos a Páscoa, unimos duas tradições milenares alinhando seus símbolos, numa celebração didática. Não se trata de um culto, mas de uma festividade para TRAZER À MEMÓRIA AQUILO QUE TRAZ ESPERANÇA.
"A memória é a guardiã da experiência" (Luigi Giussani)
"...a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. (Romanos 5:3-6)

Abaixo, uma celebração que foi filmada para fins didáticos em São José dos Campos.






Obs: assisti ao vídeo e percebi alguns erros de alguns nomes, por causa do cansaço excessivo do dia.

Páscoa Cristã ou Festa Judaica?

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Por Aender Borba
Sou cristão evangélico há mais de três décadas e, em todos esses anos, não me lembro de ter passado um ano sequer sem ouvir algum tipo de controvérsia sobre datas e tradições cristãs. Sempre que um evento importante se aproxima, traz consigo adeptos e adversários. Minha desconfiança é que as celebrações do calendário judaico-cristão despertam um forte senso universal de conexão com o tempo; uns respondem e outros tentam negligenciar. Um dos aspectos mais importante da Páscoa é a sua historicidade e a sua persistência no tempo, cerca de 3000 anos. É muito estranho afirmar que esta é uma festa restritamente judaica. O povo judeu, como nação, nem existia na época em que ela foi instituída, cerca de 1250 a.C. Neste aspecto, a festa é hebraica, porém, seria mais correto considerá-la bíblica. Argumento mais que suficiente para que todo cristão a celebre com muita alegria, pois, nela o Senhor deu seu primeiro e mais poderoso sinal [no tempo] de que exterminaria todos os fals…