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Tristeza quando abraça o sentido encontra a fé

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 Por Aender Borba “A tristeza é minha companheira constante.  Não importa o que eu faça, a tristeza coloca um peso de chumbo sobre minha alma.  Onde estão os meus ideais, toda a grandeza, a beleza, toda a bondade, tão estimados outrora pelo meu anseio?  Meu coração se acha dominado por um tédio bocejante.  Vivo como que jogada a um vazio.  Existem momentos nos quais até a própria dor me é recusada.  Em meu tormento, clamo por Deus, o Pai de todos.  Mas Ele também silencia.  No fundo, só desejaria uma coisa: morrer;  morrer hoje mesmo, se isso me for possível.  Se eu não tiver a consciência dada a mim pela fé, segundo a qual não sou dona de minha vida, já, e muitas vezes, teria me entregado ao vazio. Nesta fé, começa a transformar-se toda a amargura do sofrimento.  Porque aquele que pensa que a vida humana tem de ser um caminhar de êxito, assemelha-se um tolo que meneia um dianteiro de uma construção e se admira que está cavando um abismo onde se deve erguer uma catedral.  Deus edifica

O que nos guia é a pergunta

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 Por Aender Borba Todo mundo passa por uma fase de indecisão quanto a uma escolha profissional, no caso dos psicólogos, habilidades como: “ser bom ouvinte”, “empático” e “interesse em ajudar as pessoas” ..., na maioria das vezes foram determinantes para a decisão final quanto ao caminho a seguir. A dúvida ao escolher uma profissão é cruel, porque parece algo irreversível e tem que ser definitiva.  Poucas pessoas se dão conta de que o que nos movemos não são como características individuais, mas uma “pergunta”.  Pergunta que precisa ser sustentada enquanto critério que fundamenta a busca pela realização do sentido para onde ela aponta.  Infelizmente, em muitos casos, vai escoando no decorrer do percurso, chegando a ser esquecida e até abandonada.  Deixe-me ilustrar ... O aluno entra na faculdade achando que rompeu a pior de todas as barreiras.  Mal sabe que encarar 5 anos de graduação, baixas de horas de atividades complementares e dezenas de estágios não é nem o princípio das dores. O

O laço e o abraço - poesia

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 Por Maria Beatriz Marinho dos Anjos Meu Deus!  Como é engraçado! Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço ...  uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxar uma ponta, o que é que acontece?  Vai escorregando ... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.  E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah!  Então, é assim o amor, uma amizade. Tudo que é sentimento.  Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.  E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder pedaço. Então o amo

Ser si mesmo

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 Por Aender Borba O autoconhecimento exige muito mais do que olhar para dentro de si mesmo.  Ninguém conhece a si mesmo se não cultiva dispositivos para se relacionar com "as coisas elevados, com o Deus e com as pessoas".  A mutação cega de que o único movimento em direção ao autoconhecimento é para dentro está completamente errado.  A prova é que pessoas que "se descobrem" tendem a um tipo de brutalidade narcísica;  elas se fecham na afirmação de que não precisam de mais nada e de ninguém (ficam chatas e arrogantes).  Quando são cooptadas por ideologias diversas, se tornam doas da verdade e prontas para destruir tudo que atravessa o seu caminho;  com coragem suficiente para dizer em alto e bom som que "são elas iguais".  Não há autoconhecimento sem autorreflexão e sem moderação.  Saber de si é saber onde estou, como estou e com quem estou.  

Não compre gato por lebre

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Por Aender Borba Por mais que as partes sejam importantes para a composição do sistema, e decompô-lo facilite uma análise, o que importa e deve ser considerado é o sistema em sua totalidade. Um confeiteiro quando se empenha em oferecer o bolo perfeito, ainda que utilize os melhores ingredientes, não os apresenta para degustação específica.  Beber o melhor leite ou comer a melhor farinha de trigo não refletem a experiência de comer o bolo depois de pronto. Percebo que muita gente faz o mesmo com os estudos teológicos (e em outras áreas), especialmente quando são expostos a conteúdos que nunca tiveram acesso anteriormente e os estimulam a aprofundar.  No entanto, conhecer uma parte da doutrina, tratando-a como toda a doutrina cristã tem levado alguns a se tornarem intolerantes, iracundos, arrogantes e violentos. Vimemos num mundo de tanta escassez, atomização, desinformação e reduções;  tudo isso submetido a um ritmo extremamente acelerado;  que acessar uma parte desconectada do todo dá

Conhecimento de Deus

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  Por Aender Borba Quando os gigantes, depois de anos dedicados ao labor teológico, chegam a conclusões como essa, alguém pode pensar que teologia é algo dispensável e inútil. Pode comparar, por exemplo, com um engenheiro, que após muitos anos de faculdade, não consegue projetar nem uma pequena casa de quatro cômodos. Permita-me te dizer algo... Se alguém acredita que os estudos teológicos têm a finalidade de provar a existência de Deus ou de descrever a natureza divina, está caminhando a passos largos para a perdição. É por isso que tanto um intelectual da envergadura de Bavink, quanto aquele sincero e temente senhorzinho semi-alfabetizado, lá dos cafundós, ao tomar as Escrituras nas mãos, são igualmente iluminados. #teologia   #humildade   #verdade   #biblia   #iluminação   #evangelho    @aenderborba
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 Por Aender Borba Recorrentemente sou questionado sobre como consigo lidar com a prática da psicologia e a vocação pastoral; que alguns pensam se reduzir ao aconselhamento. Para quem não sabe, psicólogos brasileiros são proibidos por lei de dar conselhos, e até onde me consta, nem existe a cadeira de aconselhamento nos cursos de psicologia. Logo cedo aprendi com o querido professor José Paulo Giovanetti que sem uma visão de homem (mais tarde, aprendi que o nome disso é antropologia filosófica) não é possível cuidar de seres humanos. Fico impressionado como a maioria dos psicólogos (e conselheiros) não têm a menor noção da visão de homem que melhor explica QUEM É O SER HUMANO para eles, quiça sabem que existem tantas visões de homem quanto filósofos de destaque em todas as épocas. Este é um dos motivos pelos quais as pessoas acham que ir ao psicólogo é para "bater papo", e também porque conselhos (mau dados) geram situações ainda piores do que a demanda apresentada. Se você qu