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Onde está a falha do humano?

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 Por Aender Borba                                                                                                                                                                                                              Volta e meia nos surpreendemos (quase sempre negativamente) com a capacidade humana de afirmar as diferenças acima do que é essencial. Há muitas tentativas de explicações para esse inegável fenômeno, que na contemporaneidade acentuou-se e assumiu formas variadas e fragmentadas. O que outrora era uma estratégia adolescente de busca por pertencimento, em nossos dias atingiu em cheio as variadas formas de organização social, gente fazendo de tudo para ter o reconhecimento de seus pares, desprezando e desumanizando o diferente (na política, na sexualidade, na aparência física, no poder econômico, na torcida pelo time de futebol...).  Seria este fenômeno um efeito colateral tardio de Auschiwitz, onde desfigurar (desumanizar) corpos judeus tornava mais fácil matá-los por n

Que teu reino venha!

Por Aender Borba Texto Base: Lucas 1:57-66 Durante os quatro domingos que antecedem o Natal, tradicionalmente lê-se textos dos profetas que apontam para o advento messiânico. Sem nenhuma dúvida, esta época deve criar em nós uma firme convicção de que o REI MESSIAS vem a nós. É interessante pensar porque João é o último dos profetas citados pela tradição cristã. Ele é um sinal que antecederia a primeira vinda, “ voz do que clama no deserto e prepara o caminho do Senhor” . (Is 40:3, Jo 1:23). Os 400 anos entre o último profeta de Israel e João, chamado por alguns de período de silêncio, não foi bem assim. O livro apócrifo de Macabeus retrata bem o clima de tensão entre os judeus, que insistiam na manutenção das práticas litúrgicas que serviam como prenúncio do desejo que Deus estivesse entre os homens. Foi neste tempo que o judaísmo rabínico se organizou em diversas seitas, todas buscando preservar, em algum sentido, a fé nas promessas dadas pelos profetas. João surge como

Nascerá o Sol da Justiça

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Por Aender Borba A influência dispensacionalista no mundo ocidental consolidou uma percepção muito negativa dos textos escatológicos, sobretudo, trouxe um impacto sobre aqueles que têm pouca ou nenhuma compreensão sobre a esperança cristã na ressurreição dos mortos e na vida eterna, como afirmam os credos de nossos pais. Desde modo, assuntos escatológicos servem ao pífio propósito de impor medo aos leigos. Aliado a esta pobreza de esperança, a teologia, no ocidente, foi se divorciando paulatinamente dos elementos litúrgicos; dentre eles o tempo. Não se sabe mais orar como o (Salmo 90:12): " ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos corações sábios ". Sem esperança e com essa sequela cronológica, o medo é a única resposta para quem está inseguro quanto ao futuro.  Malaquias chama atenção para o fato que, naquele  dia , quando o  Sol da Justiça  brilhar sobre justos e injustos, estes " serão queimados como restolho, não restando nem raiz, nem ramo &qu

Seriedade e sentido

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Por Aender Borba Chegando ao fim de uma semana que me marcou profundamente, lembrei-me de um livro que li há alguns anos, de um judeu que narra suas experiências nos Campos de Extermínio Nazistas. Voltei ao texto para tentar pensar na urgência de se falar sobre sofrimento humano e o limite de existir. Uma sucessão de eventos e conversas me conduziram por diversas reflexões, as quais menciono em sequência: Na segunda-feira, dia 07/10/19, por volta das 6 horas da manhã, dois gritos de “socorro” penetraram nossa janela de forma avassaladora. Não conseguindo detectar exatamente o que acontecera naquele instante, minutos depois, soubemos que um garoto de 13 anos havia se atirado do 13º andar de um dos prédios do condomínio em frente ao nosso. O fato tornou-se público e trouxe consigo um sentimento de impotência e desamparo em toda cidade, o que facilmente se percebia nos comentários em grupos de whatsapp e outras mídias. O ponto comum: cada um queria dar sua explicação. N

Mulher virtuosa no século XXI - versão portuguesa

Por Aender Borba Ano passado reeditei um texto que foi publicado na revista portuguesa "Lar Cristão" , número 186. Segue o texto ampliado e revisado, em português de Portugal. O  psiquiatra suíço, Paul Tournier, diz no seu livro A missão da Mulher, que “a mulher possui o sentido da pessoa, enquanto o homem, o sentido das coisas”. -Mas o que signifca isto? Normalmente, o homem concentra-se nos problemas de forma abstrata e impessoal. Ele sente-se à vontade no mundo das coisas e frequentemente esquece-se das pessoas. Não é difícil perceber que a sociedade ocidental foi edifcada sobre valores reconhecidamente masculinos: objetividade, razão, poder, efciência e rivalidade. O discurso pós-moderno constituiu-se sobre um mundo de coisas, uma máquina perfeita, que   transformou as relações em coisas. Experimente ouvir um homem e uma mulher a falarem sobre um acidente de automóvel que viram na televisão. O homem ocupar-se-á em descrever os detalhes do local do acidente, a velocid

Eleições Sistema Conselhos de Psicologia

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Por Aender Borba Desde que ingressei no curso de psicologia, minha maior motivação foi contribuir com o desenvolvimento e formação integral do ser humano. De lá até aqui, procurei me envolver com psicologia social em comunidades pobres, psicologia clínica, comunidades terapêuticas, capelania, aconselhamentos, ações humanitárias (Brasil e África), proferi palestras, dirigi grupos, dei aulas... tudo com o máximo de dedicação e empenho que me foi possível.  Idealismo ?  Talvez. Eu considero isso um senso profundo de propósito e um desejo de servir ao mundo com a minha profissão. Há alguns anos, conheci e me envolvi com um grupo de pessoas interessadas em mudar os rumos do que se tornou a psicologia neste país: uma profissão achatada por certas práticas político-partidárias e reduzida aos discursos (idólatras) do laicismo (francês) e da revolução sexual. Acredito piamente que a psicologia tem muito mais a contribuir! Este grupo concorrerá ao pleito 2020

Descortinando os símbolos da páscoa....

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Por Aender Borba A Páscoa é uma celebração muito especial para a tradição judaico-cristã. Pensando nos símbolos daquela noite em que Jesus "desejava" celebrar com seus discípulos a Páscoa, unimos duas tradições milenares alinhando seus símbolos, numa celebração didática. Não se trata de um culto, mas de uma festividade para TRAZER À MEMÓRIA AQUILO QUE TRAZ ESPERANÇA. "A memória é a guardiã da experiência" (Luigi Giussani) "...a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. (Romanos 5:3-6) Abaixo, uma celebração que foi filmada para fins didáticos em São José dos Campos. Obs: assisti ao vídeo e percebi alguns erros de alguns nomes, por causa do cansaço excessivo do dia.